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Marketing Médico: o que é permitido?

Especialista explica até que ponto profissionais da saúde podem chegar para promover seu negócio e quais os principais erros cometidos nesta área

Antigamente, o famoso “boca a boca” era muito usado e considerado suficiente para conquistar clientes e a confiança do público dentro da área médica. Porém, com o crescimento da era digital, a utilização das redes sociais tornou-se muito importante para criar um vínculo com o público. Por esse motivo, o Marketing Médico ganha cada vez mais notoriedade entre especialistas e pacientes.

O administrador e especialista em Marketing Estratégico, Márcio Souza, explica que, ao longo dos anos, o Marketing Médico recebeu diversas definições, mas, atualmente, este termo resume-se como a ciência que analisa estratégias de entrega de valor para os clientes. “Sua principal função é compreender o que é valor para os clientes e entregá-lo no momento exato, potencializando o relacionamento entre ambos”, completou.

Importância

Hoje em dia, segundo dados de uma pesquisa do Instituto Ipsos, cerca de 80% da população brasileira, com acesso à internet, pesquisa sobre problemas de saúde em sites de busca. Márcio esclarece que, exatamente por esse motivo, o marketing médico se tornou uma das principais formas de levar informação especializada, conquistar confiança e promover ações de relacionamento para gerar resultados dentro de uma empresa. “Através das redes sociais, o médico consegue atingir seu público-alvo, entender suas dúvidas e obter uma interação mais assertiva, baseado nos questionamentos dos pacientes e o que é valor para eles”, comentou o consultor.

Erros

Mas, ao mesmo tempo, com a intenção de chamar mais atenção, alguns profissionais/marcas utilizam meios inadequados para fazer tal promoção. A utilização de imagens e informações indevidas são alguns exemplos.

De acordo com o especialista, por uma questão ética, o marketing médico é muito restrito no Brasil. “O Conselho Federal de Medicina (CFM) mantém regras muito claras a respeito do assunto. É permitido ao médico a divulgação de conteúdo que seja de utilidade pública. Deve-se falar sobre sua especialidade, determinada doença, tratamentos, sempre num tom de esclarecimento, nunca de sensacionalismo”, orientou.

Souza ainda comenta que entre os principais erros cometidos, estão aqueles que divulgam promoções e parcerias suspeitas, com alguns influenciadores digitais, por exemplo. “Geralmente, focar no preço e não no valor da informação é um erro comum também. Além disso, não devemos confundir marketing com publicidade”.

Dicas

O marketing realizado de maneira incorreta pode acarretar em diversos problemas, desde uma simples advertência pelo CFM à cassação da carteira de médico. O especialista indica que o profissional deve sempre obter um olhar crítico sobre o que está sendo divulgado. “Analise sempre o conteúdo e tente não utilizar muitos termos técnicos. O que é óbvio para você, pode não ser para o paciente. Também é muito importante se atentar a qualidade do atendimento, não adianta investir em marketing se a sua equipe não estiver preparada, motivada e qualificada para acolher os pacientes. O marketing médico não se restringe apenas à figura do  médico. A equipe de atendimento, seu staff como um todo, é muito importante para o resultado do consultório”, finalizou.

Fonte: Márcio L. L. Souza, administrador e especialista em Marketing Estratégico. É proprietário da ProxyMed Gestão e Marketing Médico.

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