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“Orçamento é o método pelo qual você diz para o dinheiro aonde ele deve ir”

 

Voltado para diretores de clínicas médicas, médicos de diversas especialidades que possuem consultório e empreendedores da saúde a Expo-Hospital Brasil terá em sua programação o II Congresso Brasileiro de Gestão de Clínicas e Consultórios Médicos. Com o objetivo de que esses profissionais tenham contato com assuntos que permitam a elevação de seu faturamento, a programação reservou espaço para uma palestra com o tema Gestão Financeira e Análise de Faturamento para Clínicas e Consultórios: o que os Médicos devem fazer para rentabilizar?

A palestra foi realizada por Maurício Antunes, executivo com 27 anos de experiência como Chief Executiv Officer (CEO) e Cheif Financial Officer (CFO) de grandes corporações no Brasil e Estados Unidos. Ele também foi professor do International Christian Publishers Institute, em Colorado Springs, nos EUA.  Na entrevista abaixo,  Maurício Antunes analisa como médicos e gestores de clínicas podem rentabilizar seus empreendimentos, ele fala um pouco do que ele vai tratar em sua palestra e como vê o setor hoje. Confira.

 

Qual a realidade que clínicas e consultórios enfrentam hoje?

 

Assim como o restante do mundo, a realidade das clinicas e dos consultórios passa por uma mudança considerável no que diz respeito à sua operação. Aliás, tudo está mudando: a forma de se obter novos pacientes (marketing), o acompanhamento dos mesmos, as parcerias, a comunicação e, é claro, a gestão financeira. Venho de uma família de médicos e lembro que, no passado, bastava ser médico para se ter muito dinheiro. Mas as coisas mudaram até nisso. As margens diminuíram, as formas de pagamento se diversificaram e, por esse motivo, se tornaram mais complexas. Isso tudo faz com que a gestão financeira passasse a ter um papel fundamental na rentabilidade da clínica e/ou consultório.

 

Para falar apenas de uma área, o faturamento, hoje você não pode funcionar sem receber cartões de crédito, e/ou planos de saúde. Mas, para isso, é fundamental uma análise e acompanhamento da operação financeira desses sistemas, pois as taxas e valores de cada um podem variar periodicamente e “comer” uma boa parte dos seus recursos. Em suma, da mesma maneira que nossa saúde física tem melhor resultado nas mãos de profissionais capacitados, a saúde financeira do consultório deve ser administrada por pessoas tecnicamente preparadas para o assunto.

 

Como o setor foi afetado pela última crise?

 

Cada vez mais o “cinto vai apertando” e, em especial, na área financeira. Diz o ditado que o órgão mais sensível do corpo é o bolso (risos), e isso é a mais pura verdade. Quando se fala de crise, se fala de recursos financeiros limitados. Diferente de nossas expectativas, a área de saúde é gerida por grandes corporações financeiras. Vejamos o caso dos planos de saúde: basicamente são empresas de gestão financeira com grandes sistemas, administrados por profissionais altamente qualificados que determinam as regras do jogo. Por outro lado, temos os médicos, que são preparados para cuidar da saúde física e mental de seus pacientes, mas que em momento algum foram preparados para competir tecnicamente no setor de finanças. Ou seja, não somente estamos falando da conhecida história das grandes corporações versus os pequenos empreendedores, mas, nesse caso em especial, falando de uma disputa por finanças entre profissionais de saúde e profissionais de finanças. É como falar de uma partida de basquete entre jogadores de golf e jogadores de basquete. Quem você acha que tem melhores condições de sair vencedor nesse jogo?

 

Por isso, a crise impõe sobre todos uma necessidade de maior investimento em qualificação dos sistemas de gestão.

 

Afinal, “o que os médicos devem fazer para rentabilizar”?

 

A análise financeira é um princípio básico de investigação da realidade escondida para a definição de ações que viabilizem o aumento da rentabilidade de maneira sólida. Assim, identificam-se despesas desnecessárias ou excessivas para que sejam feitos os ajustes e também as melhores formas de operação para que os recursos sejam melhor aproveitados. Além disso, dá ao responsável uma visão das melhores fontes de recursos para possíveis investimentos em um momento de crescimento.

 

O orçamento também tem um papel fundamental. A melhor definição de orçamento que já vi foi: orçamento é o método pelo qual você diz para o dinheiro aonde ele deve ir, porque, se não o fizer, ele vai acabar aonde não deve. Assim você consegue ter total controle das finanças e obtém os resultados previamente definidos.

 

Quais os prognósticos para o setor nos próximos anos?

 

A única coisa certa é a mudança. Se antes a automedicação era sugerida pela vizinha que sempre sabia de um chazinho especial, hoje as pessoas procuram “soluções” no Google. Da mesma maneira que a escolha de um médico ou clínica era somente por indicação, hoje muitos querem ver os mais bem colocados na internet, se importam com a imagem passada nas redes sociais e os comentários recebidos. Se antes a forma de pagamento se resumia ao dinheiro ou cheque, hoje se paga com os diferentes convênios, como cartões de crédito, de desconto, PayPal, Apple Pay e tantas outras formas. Se antes as pessoas buscavam uma cópia do resultado dos exames no consultório, hoje querem receber por e-mail. E por aí vai.

 

Ou seja, a adaptabilidade é uma necessidade básica de sobrevivência. E, para isso, é de fundamental importância ter um controle absoluto das finanças para poder administrar o processo de mudança sem afetar a sustentabilidade do seu empreendimento.

 

Na sua opinião, qual importância tem um evento como a Expo-Hospital Brasil?

 

Dentre outras coisas, a Expo-Hospital Brasil vem preencher uma lacuna na oferta de instrumentos para uma melhor gestão dessas instituições, seja através da disseminação de informação como na conexão com profissionais qualificados para implantar uma gestão baseada em conhecimento técnico-profissional.

 

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